O Consumo da nova elite brasileira
algo mudou......

Uma senhora dona de uma boutique"fechada" nos Jardins,herdeira de um estilo de atendimento da antiga Daslu,contrata vendedora.....Com a condição de trazer clientela...Isso é o sintoma de que alguma coisa mudou no consumo da elite brasileira.Ela diz: " a minha maior concorrente hoje em dia é Miami......",querendo dizer que sua antiga clientela não compra mais no Brasil....Viaja e compra lá fora... Assim como ela,depois que a antiga Daslu ficou inviável,com a chegada das grifes estrangeiras no Brasil,muitas boutiques faixa "A" estão passando um grande aperto.

Uma reportagem da Folha de São Paulo da semana passada coloca que a "Elite brasileira é uma grande classe C" e que as expectativas de consumo dessa elite é qualquer coisa grifada,com logotipo exagerado e com preço abaixo de R$1.500,00.A rua Oscar Freire,antigo reduto da sofisticação paulistana abriga hoje em dia imensos show-rooms de sapatos de plástico e restaurantes de preço acessível.A Cartier e a Hilfinger se afastam da Oscar Freire.para reposicionamento das marcas.Até as lojas grifadas européias no shopping JK exibem produtos "mais acessíveis",para atender aos novos compradores.....Outro fato relevante é que muitos estilistas brasileiros dos Jardins partem para expor em feiras fora do Brasil,tentando conquistar novos clientes .....

O baile da Vogue na última semana dá uma boa idéia do novo panorama...Um festival de celebridades e globais,vestidas com grifes nacionais  e tentando a todo custo aparecer,para promover roupas de empréstimo  ......A antiga elite de Vogue,sumiu,ficou esquecida nas colunas do Tavares de Miranda,ou do Ibrahim Sued.....No Facebook,o que ainda resta da antiga elite, são aquelas que não tendo mais condição de gastar como nos "belos tempos", insistem numa adoração do logo da Chanel,colocado em cachorros,chinelinhos,travesseiros,bolos e tudo o mais....O fato é que as grifes no mundo inteiro se massificaram e perderam o significado do exclusivo e do personalizado.Hoje em dia a sofisticação ficou para os serviços,para a customização,para o artesanal,para o "su mesura" ,que ainda podem garantir uma idéia de "feito só pra mim....."

Uma noiva,nem tanto faixa A e nem B,que comprou seu vestido "made in China" pela Internet,não ficou satisfeita.Mandou reformar seu vestido num atelier em São Paulo,para garantir um mínimo de exclusivadade,mostrando que o desejo para o personalizado ainda existe,mas não está ligado às marcas,nem aos logotipos,e sim ao preço e atendimento.E que também não está ligado à nenhuma faixa de mercado e não é mais exclusivo das elites....

 

Diaulas Novaes,o editor

 



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